Leia sobre alguns dos erros habitualmente cometidos na gestão de uma start-up.
1. Insuficiente diferenciação do produto ou serviço. Segundo estudos de mercado, cerca de 80% dos novos produtos e serviços falham em grande parte devido à dificuldade de demonstrar e comunicar o que a marca tem de melhor em relação às outras já estabelecidas no mercado. Muitas vezes, as empresas querem agradar a todos e acabam por desiludir muitos dos seus clientes.
2. Meios financeiros escassos. É frequente as empresas da Nova Economia não estimarem correctamente as suas necessidades reais. Assim, o financiamento tem por base necessidades previstas que não correspondem à realidade.
3. Incapacidade na implementação ou execução do negócio. Não basta ter ideias. A prática de uma ideia de negócio é muito diferente, exige respostas imediatas e por vezes os empreendedores não têm a capacidade de concretização.
4. Erros na avaliação do mercado. Tanto se pode sobreavaliar como subavaliar o mercado. Este é um erro que não é difícil de cometer, tanto mais que a Nova Economia é recente em Portugal e ainda há muito pouco para estudar e avaliar. Aquilo que já existe está muito no início e não apresenta resultados suficientes para um estudo relevante.
5. Não dominar o processo tecnológico. É comum os empreendedores da Nova Economia não estarem a par da componente tecnológica e cometerem diversos erros nessa área que é fulcral para o sucesso.
6. Incapacidade de gestão. O que caracteriza os empreendedores não é certamente a capacidade de gestão. A iniciativa e a concretização das ideias não é suficiente. As sociedades de capital de risco e os «business angels» são bons aliados para superar esta barreira.
7. Carência de quadros habilitados. Em Portugal não existem muitas profissões relacionadas com a Nova Economia. A formação é muito importante e se ela não existe, as empresas terão de formar os seus quadros.
8. Uso de palavras muito formosas mas incompreensíveis. O marketing de muitas «start-ups» não é compreensível porque usa uma série de novos termos que não chegam ao ouvido dos consumidores. Se chegam não causam efeito porque as pessoas não os compreendem.
9. Esperar por milagres. Gera-se uma grande histeria à volta dos negócios da Nova Economia. Muitos têm a convicção que qualquer negócio será bem sucedido e que em pouco tempo terão retornos. Ainda por cima esperam retornos astronómicos. Há que planear e esperar pela fase da consolidação.
10. Manutenção do pensamento da Velha Economia. Não é viável continuar com o mesmo pensamento. É imprescindível levar em conta o ambiente e ser interactivo. As bases de dados são fundamentais para conhecer os clientes e comunicar com eles. Esta é uma época para estabelecer relações de dois sentidos: a empresa comunica com o cliente e espera pelo seu «feedback».